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A dor do outro

  • Foto do escritor: NK.FotoEmpatia
    NK.FotoEmpatia
  • 25 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

Hoje, 25 de novembro de 2020.

2020 tem sido um ano que definitivamente não precisaria de retrospectiva ou será que é exatamente o oposto?


Escutamos muito esse ano que o mundo todo sofreu junto, que nunca uma pandemia foi tão devastadora com o mundo todo ao mesmo tempo como tem sido o COVID-19, milhares de pessoas sofreram e tem sofrido ou por ter contraído o vírus ou pelo medo de contrair.


Mas aí, em uma quarta-feira, já praticamente no último mês do ano, um acidente terrível acontece em uma rodovia no interior de SP, dezenas de famílias perdem entes queridos e além de toda a fatalidade do acidente e da notícia como chega nos noticiários, um pedido de um apresentador me acertou como um golpe no estomago.

O pedido dele foi mais ou menos assim: " Se você receber fotos ou informações do acidente pelas redes sociais, fotos dos corpos pelo whats App, por favor não repassem essas coisas"


E eu penso: " Quem vai até o local de um acidente e consegue fotografar uma situação dessa com o intuito de repassar isso aleatoriamente?!" " E quem recebe?Por que continua repasando?"


Com tanto sofrimento que o mundo tem passado, tantas vidas perdidas, parece que o ser humano não mudou e continua não conseguindo se colocar no lugar um do outro, no lugar dessas famílias.


Eu acho uma invasão de privacidade, uma falta de respeito tão grande e um mal gosto indescritível.


Algum tempo atrás um amigo perdeu um parente em um acidente e recebeu a foto do acidente pelas redes sociais antes de saber que era seu parente. Quando a notícia chegou, além da dor e das preocupações que um momento como esse trazem, teve que se preocupar em proteger a esposa e outras pessoas da família das redes sociais. Porque elas poderiam receber imagens devastadoras dessa pessoa especial em um momento que já é difícil acreditar que essas notícias são reais.

E depois do choque você tem que lidar com o fato que milhares de pessoas que não sabem nem o nome daquela pessoa estão vendo fotos do pior momento de uma família.


Até a natureza respeita o espaço de cada espécie ou da sua própria espécie e é mais flexível as ações do tempo.


Enfim, espero que em algum momento, todo esse sofrimento coletivo, faça o ser humano evoluir. Lembrar que o básico depende de cada um de nós e não de governo; Amor e respeito ao próximo. Um pouquinho de empatia no dia a dia.

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